
sábado, 28 de Novembro de 2009
quinta-feira, 26 de Novembro de 2009
reflexões e textos soltos

Estava uma manhã fria e cinzenta. Desci a pé a rua, em direcção ao café do costume. Só via autómatos a passar por mim, a pé, dentro de automóveis ou autocarros, autómatos disfarçados de gente. Seria da manhã cinzenta, seria da minha sonolência, seria verdade? Não estava, de facto, muito interessado na resposta, pois, ao longo dos anos, assisti, atento, ao entristecer das pessoas, após uma liberdade caída inesperadamente de bandeja. Ao invés de a cultivarem, tornaram-na bastarda, após uma sequência de anos de desbarato imbecil. Vivíamos na sociedade do pontapé para a frente, todos ao molhe e fé em Deus. Fabricou-se a república dos trapos, da mentira, do diz que disse, da inveja como culto, a democracia do medo. Conspirava-se por todo lado, maldizia-se já às claras, de tudo e de todos. Voltara a escuta telefónica, as gentes mais velhas voltavam a olhar, desconfiadamente, para trás.
Cheguei ao café e logo um intenso e incomodativo cheiro a tabaco me envolveram. E eu sou fumador… Quando é que aquela criatura compraria um exaustor eficaz? Depois os adereços, as mesas, a mesma gente de sempre, tal mobília antiga aos cantos de casa poeirenta. A manhã estava mesmo cinzenta…em todo o lado. Irra!!! E o Sol, onde estava o Sol? Uma manhã assim, causava-me sempre um considerável mau estar, tal como me causava mau estar aquela gente que mobilava o café, sempre muito arrumadinha nos mesmos lugares, a mirarem-nos de alto a baixo, na vã tentativa de perceberem se as cuecas que trazíamos eram as do dia anterior ou de dias antes. Pequenez incomodativa !…
Saltei para a rua em busca, ao menos, de ar fresco e do meu carro que tinha deixado na garagem e já nem me lembrava onde tinha de ir. Sem dúvida que o dia prometia…afinal, como tantos outros de tempos recentes.
A simples recordação desses acontecimentos, causava-me calafrios.
Lembro-me, na minha atribulada meninice, de ter sido atingido por muitas doenças, daqueles próprias dos miúdos de então. Uma delas, cujo nome não recordo, uma erupção cutânea que, o simples facto de estar deitado, tornava-a ainda mais insuportável. Assemelhava-se ao incómodo que sentia agora. Parecia que o ter de estar nu, poderia aliviar o que sentia. E eu estava vestido, em plena rua. Assomou-se-me um sorriso, ao imaginar-me a tirar as roupas em plena rua, naquela manhã cinzenta e fria. Seria que os autómatos iam dar por isso?
Os fantásticos iluminados de uma ciência conhecida por marketing, usam, muitas vezes, o termo “brainstorm” que, traduzido à letra quer dizer “tempestade cerebral”. Estas “iluminárias”, mistura bizarra de iluminado e alimária, não hesitariam em utilizar a minha tempestade, na incessante busca de um alarido qualquer que fizesse vender algum produto que, sem essa tempestade criadora de vagas de fundo, estaria condenado ao fracasso. Via-me, agora, na pele de um criador de tempestades redentoras das abaladas ou já quase prósperas economias de algumas companhias…Lembrei-me de repente do medronho de Monchique, quase condenado à extinção por sucessivos fogos devastadores. Estaria a necessitar desse tipo de intervenção…e eu também! Estava mesmo necessitado de uma grande vaga de fundo, que propiciasse uma adequada limpeza e estoirasse com as paredes opacas que me rodeavam e impediam que visse à minha volta.
Detestava aquelas manhãs…
O meu humor azedava e a falta de paciência, até para esperar que me dessem o jornal do costume, exasperava-me. Nestes dias, assim, tomava um calmante e esperava que me ajudasse a gerir os minutos.
Desisti de ir buscar o carro. O trânsito, àquela hora da manhã, entontecia-me. Seria muito melhor alcançar a baixa a pé, meditando, passo a passo, nos cenários que me envolviam, deambulando pelo tempo, equacionando as soluções. Mas que soluções? Há muito que decidira o corte total. O país intoxicava-me! O desfilar sucessivo de aberrações, das mais diversas matizes, deixava-me indignado. Estava numa pátria que fora minha e com a qual já tinha muito pouco, ou nada a ver. Os meus anos de tranquilidade haviam, pressupostamente, chegado e eu queria sorvê-los até à última gota. Não seria, certamente, por estes lados que se assomariam os prazeres, teria de procurar outros horizontes. O meu contributo à Pátria, tinha sido pago havia já muitos anos, e a dita nada me dera em troca, nem sequer razões para me orgulhar de lhe pertencer. O que fazia eu por aqui? Nada! Indignava-me o sistema e enojavam-me os seus contornos.
A Karin revisitava-me. Nestes momentos, de análise tão azeda, quanto realista, de tudo o que me rodeava, ela assomava-se sempre na minha memória, ao buscar razões para a minha recusa ao seu convite para uma vida em comum, na sua terra escandinava. Que saudades sentia daquele perfume, daquela pele, daqueles cabelos, daqueles lábios, daqueles sussuros… lembrava-me como se tudo tivesse acontecido há minutos atrás, na luz difusa da manhã que começava a inundar o meu quarto. Pensar que não trocara toda esta pestilência pelas frias costas de Kalmar, quase me levava a voar até às areias quentes de Alcácer Quibir, na tentativa de acabar com o arrepio de espinha, provocado pela evocação do frio e da circunstância. Afinal, que esperar deste país, do seu contexto fatal?
Recordava o que Oliveira Martins tinha considerado no século XIX, isto a propósito de Alcácer Quibir. Foi então que se introduziu o sebastianismo na historiografia, onde, até à época, não havia lugar para derrotados. Considerava o rei moço como o resultado do apodrecimento da nação, “prova póstuma da nacionalidade”, como vítima final de uma dinastia esgotada, que chega ao fim nas areias quentes de Marrocos. Para ele, este país é uma nação artificiosa, sem fundamento étnico ou geográfico, constituindo, por isso, um desafio às leis da História. Viveu a tragédia, quando tentou impor-se aos ditames da natureza. A dinastia de Avis trouxera-lhe a fulgurância, o protagonismo e o poder. Terminadas as descobertas, este país tornou-se uma entidade vazia, inútil e desnecessária, enterrado nas areias africanas. A restauração trouxe um prolongamento doloroso, pela mão da dinastia de Bragança, ao entregar este corpo moribundo, desmembrado, aos interesses estrangeiros e aos padres jesuítas. Estes considerandos, estão perfeitamente adequados às realidades dos nossos dias. E aqui andávamos nós a fingir de país, de nação, quando, para os do norte, os do sul não passam de mouros e inúteis na cadeia de produção. Algarve é sinónimo de férias, sendo que todo o cidadão que o habite ou tenha aí nascido, não faz senão férias todo o ano…e aí surge a inveja de pacotilha, por presunção instalada. Por acaso, é no Algarve que se encontra uma das raríssimas estátuas do rei moço, saída do génio criador de João Cutileiro e exposta aos mais díspares e soezes comentários dos críticos de bancada. Ignoram que aquele rosto de menino, com um olhar inexpressivo, era o produto de uma educação jesuítica, de que foi incapaz de se livrar. Ignoram que o autor, ao conceber a sua obra, levantou uma bandeira de antagonismo ao regime que, em 1973, ano da implantação da estátua na Praça Gil Eanes, em Lagos, se aproximava a passos largos do fim. Estranhas coincidências…o fim do regime, Alcácer Quibir e o rei menino que dali partira para o fim. E ali erguido, a olhar, de forma vazia, o infinito, braços pendidos e capacete aos pés, ficou um menino guerreiro, mas sem espada. Enfim, uma obra anti estatuária oficial do Estado Novo, uma subversão em mármore.
Porém, as minhas reflexões transportavam-me, inevitàvelmente a África, à guerra na Guiné, no momento em que me cruzava com um sem abrigo, homem para aí da minha idade.
À minha saudação parou perplexo, olhando-me de alto a baixo, num autêntico tirar de medidas ( o que será que este gajo me quer? ). Devolveu-me o cumprimento, virou-me as costas e continuou o seu caminho. Decididamente, não lhe apetecia estar para ali com conversas com quem não conhecia (...), com alguém, mais um, em que nunca iria acreditar. Era o exercício da sua liberdade, a consequência da sua indignação. Se calhar também comera a poeiras das picadas africanas, ele e milhares ainda vivos, a quem o Estado deste país de independência envergonhada e dignidade esquecida, tinha voltado as costas. O que era isso de guerra colonial? Mas que gente é essa? Veteranos de guerra? Mas de que guerra?
Aqui, tal como nos Estados Unidos na sua relação, nunca resolvida, com a guerra do Vietnam, o veterano de guerra é uma mera excrescência social.
Aqui, tal como lá, os veteranos habituaram-se a desprezar o Estado de que se envergonham.
Lá, não como aqui, o Estado ainda concede alguns apoios materiais e ajuda psicológica e médica.
Ser veterano de guerra é um estigma social, ao que os veteranos respondem das mais diversas formas – por vezes violentas, mas sempre com um profundo desprezo e indignação.
Assim continuei a andar, rua abaixo, olhar indiferente, sentindo crescer a minha indignação e um ainda maior desprezo por este país que podia ser meu.
h. 09
(Como em Portugal nunca se fez nada de semelhante, tive de me socorrer de um trabalho americano. As semelhanças são de total evidência e os números também.
Cheguei ao café e logo um intenso e incomodativo cheiro a tabaco me envolveram. E eu sou fumador… Quando é que aquela criatura compraria um exaustor eficaz? Depois os adereços, as mesas, a mesma gente de sempre, tal mobília antiga aos cantos de casa poeirenta. A manhã estava mesmo cinzenta…em todo o lado. Irra!!! E o Sol, onde estava o Sol? Uma manhã assim, causava-me sempre um considerável mau estar, tal como me causava mau estar aquela gente que mobilava o café, sempre muito arrumadinha nos mesmos lugares, a mirarem-nos de alto a baixo, na vã tentativa de perceberem se as cuecas que trazíamos eram as do dia anterior ou de dias antes. Pequenez incomodativa !…
Saltei para a rua em busca, ao menos, de ar fresco e do meu carro que tinha deixado na garagem e já nem me lembrava onde tinha de ir. Sem dúvida que o dia prometia…afinal, como tantos outros de tempos recentes.
A simples recordação desses acontecimentos, causava-me calafrios.
Lembro-me, na minha atribulada meninice, de ter sido atingido por muitas doenças, daqueles próprias dos miúdos de então. Uma delas, cujo nome não recordo, uma erupção cutânea que, o simples facto de estar deitado, tornava-a ainda mais insuportável. Assemelhava-se ao incómodo que sentia agora. Parecia que o ter de estar nu, poderia aliviar o que sentia. E eu estava vestido, em plena rua. Assomou-se-me um sorriso, ao imaginar-me a tirar as roupas em plena rua, naquela manhã cinzenta e fria. Seria que os autómatos iam dar por isso?
Os fantásticos iluminados de uma ciência conhecida por marketing, usam, muitas vezes, o termo “brainstorm” que, traduzido à letra quer dizer “tempestade cerebral”. Estas “iluminárias”, mistura bizarra de iluminado e alimária, não hesitariam em utilizar a minha tempestade, na incessante busca de um alarido qualquer que fizesse vender algum produto que, sem essa tempestade criadora de vagas de fundo, estaria condenado ao fracasso. Via-me, agora, na pele de um criador de tempestades redentoras das abaladas ou já quase prósperas economias de algumas companhias…Lembrei-me de repente do medronho de Monchique, quase condenado à extinção por sucessivos fogos devastadores. Estaria a necessitar desse tipo de intervenção…e eu também! Estava mesmo necessitado de uma grande vaga de fundo, que propiciasse uma adequada limpeza e estoirasse com as paredes opacas que me rodeavam e impediam que visse à minha volta.
Detestava aquelas manhãs…
O meu humor azedava e a falta de paciência, até para esperar que me dessem o jornal do costume, exasperava-me. Nestes dias, assim, tomava um calmante e esperava que me ajudasse a gerir os minutos.
Desisti de ir buscar o carro. O trânsito, àquela hora da manhã, entontecia-me. Seria muito melhor alcançar a baixa a pé, meditando, passo a passo, nos cenários que me envolviam, deambulando pelo tempo, equacionando as soluções. Mas que soluções? Há muito que decidira o corte total. O país intoxicava-me! O desfilar sucessivo de aberrações, das mais diversas matizes, deixava-me indignado. Estava numa pátria que fora minha e com a qual já tinha muito pouco, ou nada a ver. Os meus anos de tranquilidade haviam, pressupostamente, chegado e eu queria sorvê-los até à última gota. Não seria, certamente, por estes lados que se assomariam os prazeres, teria de procurar outros horizontes. O meu contributo à Pátria, tinha sido pago havia já muitos anos, e a dita nada me dera em troca, nem sequer razões para me orgulhar de lhe pertencer. O que fazia eu por aqui? Nada! Indignava-me o sistema e enojavam-me os seus contornos.
A Karin revisitava-me. Nestes momentos, de análise tão azeda, quanto realista, de tudo o que me rodeava, ela assomava-se sempre na minha memória, ao buscar razões para a minha recusa ao seu convite para uma vida em comum, na sua terra escandinava. Que saudades sentia daquele perfume, daquela pele, daqueles cabelos, daqueles lábios, daqueles sussuros… lembrava-me como se tudo tivesse acontecido há minutos atrás, na luz difusa da manhã que começava a inundar o meu quarto. Pensar que não trocara toda esta pestilência pelas frias costas de Kalmar, quase me levava a voar até às areias quentes de Alcácer Quibir, na tentativa de acabar com o arrepio de espinha, provocado pela evocação do frio e da circunstância. Afinal, que esperar deste país, do seu contexto fatal?
Recordava o que Oliveira Martins tinha considerado no século XIX, isto a propósito de Alcácer Quibir. Foi então que se introduziu o sebastianismo na historiografia, onde, até à época, não havia lugar para derrotados. Considerava o rei moço como o resultado do apodrecimento da nação, “prova póstuma da nacionalidade”, como vítima final de uma dinastia esgotada, que chega ao fim nas areias quentes de Marrocos. Para ele, este país é uma nação artificiosa, sem fundamento étnico ou geográfico, constituindo, por isso, um desafio às leis da História. Viveu a tragédia, quando tentou impor-se aos ditames da natureza. A dinastia de Avis trouxera-lhe a fulgurância, o protagonismo e o poder. Terminadas as descobertas, este país tornou-se uma entidade vazia, inútil e desnecessária, enterrado nas areias africanas. A restauração trouxe um prolongamento doloroso, pela mão da dinastia de Bragança, ao entregar este corpo moribundo, desmembrado, aos interesses estrangeiros e aos padres jesuítas. Estes considerandos, estão perfeitamente adequados às realidades dos nossos dias. E aqui andávamos nós a fingir de país, de nação, quando, para os do norte, os do sul não passam de mouros e inúteis na cadeia de produção. Algarve é sinónimo de férias, sendo que todo o cidadão que o habite ou tenha aí nascido, não faz senão férias todo o ano…e aí surge a inveja de pacotilha, por presunção instalada. Por acaso, é no Algarve que se encontra uma das raríssimas estátuas do rei moço, saída do génio criador de João Cutileiro e exposta aos mais díspares e soezes comentários dos críticos de bancada. Ignoram que aquele rosto de menino, com um olhar inexpressivo, era o produto de uma educação jesuítica, de que foi incapaz de se livrar. Ignoram que o autor, ao conceber a sua obra, levantou uma bandeira de antagonismo ao regime que, em 1973, ano da implantação da estátua na Praça Gil Eanes, em Lagos, se aproximava a passos largos do fim. Estranhas coincidências…o fim do regime, Alcácer Quibir e o rei menino que dali partira para o fim. E ali erguido, a olhar, de forma vazia, o infinito, braços pendidos e capacete aos pés, ficou um menino guerreiro, mas sem espada. Enfim, uma obra anti estatuária oficial do Estado Novo, uma subversão em mármore.
Porém, as minhas reflexões transportavam-me, inevitàvelmente a África, à guerra na Guiné, no momento em que me cruzava com um sem abrigo, homem para aí da minha idade.
À minha saudação parou perplexo, olhando-me de alto a baixo, num autêntico tirar de medidas ( o que será que este gajo me quer? ). Devolveu-me o cumprimento, virou-me as costas e continuou o seu caminho. Decididamente, não lhe apetecia estar para ali com conversas com quem não conhecia (...), com alguém, mais um, em que nunca iria acreditar. Era o exercício da sua liberdade, a consequência da sua indignação. Se calhar também comera a poeiras das picadas africanas, ele e milhares ainda vivos, a quem o Estado deste país de independência envergonhada e dignidade esquecida, tinha voltado as costas. O que era isso de guerra colonial? Mas que gente é essa? Veteranos de guerra? Mas de que guerra?
Aqui, tal como nos Estados Unidos na sua relação, nunca resolvida, com a guerra do Vietnam, o veterano de guerra é uma mera excrescência social.
Aqui, tal como lá, os veteranos habituaram-se a desprezar o Estado de que se envergonham.
Lá, não como aqui, o Estado ainda concede alguns apoios materiais e ajuda psicológica e médica.
Ser veterano de guerra é um estigma social, ao que os veteranos respondem das mais diversas formas – por vezes violentas, mas sempre com um profundo desprezo e indignação.
Assim continuei a andar, rua abaixo, olhar indiferente, sentindo crescer a minha indignação e um ainda maior desprezo por este país que podia ser meu.
h. 09
(Como em Portugal nunca se fez nada de semelhante, tive de me socorrer de um trabalho americano. As semelhanças são de total evidência e os números também.
Abreviaturas: KIA - killed in action, morto em combate - MIA - missed in action, desaparecido em combate - POW - prisioner of war, prisioneiro de guerra)
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escritos
segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
a queda do muro
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passados 20 anos após a queda do muro de berlim, mikhail gorbachev, o dirigente russo que lançou a política da glasnost (transparência) e a perestroika (reestruturação) quando assumiu o cargo de secretário-geral do partido comunista da união soviética (ex-urss) em 1985, regressou ao passado em entrevista ao "le temps"."É porque a URSS mudava com uma nova geração de drigentes que as coisas evoluíram", lembra Gorbachev.
"A República da Rússia foi liderada por pessoas que agiram contra os princípios da perestroika, contra uma nova forma de união em que todas as repúblicas são iguais. Essas pessoas eram como animais, sedentos de poder, arruinaram o país (...). Como político talvez tenha perdido, mas as políticas que defendi permitiram realizar todas as transformações necessárias até 1991", reconhece Gorbachev. "Perdi, mas a perestroika ganhou", realça.
"A República da Rússia foi liderada por pessoas que agiram contra os princípios da perestroika, contra uma nova forma de união em que todas as repúblicas são iguais. Essas pessoas eram como animais, sedentos de poder, arruinaram o país (...). Como político talvez tenha perdido, mas as políticas que defendi permitiram realizar todas as transformações necessárias até 1991", reconhece Gorbachev. "Perdi, mas a perestroika ganhou", realça.
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em 1989, gorbachev estabeleceu que a união soviética deixaria de interferir nos assuntos internos dos seus países satélites na europa de leste e, com a perestroika, abriu o caminho para a democracia na rússia, pondo ponto final na guerra fria.
.em 1989, gorbachev estabeleceu que a união soviética deixaria de interferir nos assuntos internos dos seus países satélites na europa de leste e, com a perestroika, abriu o caminho para a democracia na rússia, pondo ponto final na guerra fria.
fonte: "le temps"
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